Posts com Tag ‘Antes de começar’

Caro(a)  Colega,

Estude mais um pouco!  é o quarto artigo, de quatro no total, da série Projetos de Desenvolvimento – Antes de começar. No final deste artigo, você encontrará os links para os demais artigos dessa série.

Boa Leitura! Abraço,

Henrique

consulte sempre um engenheiro eletrônico

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Introdução

Nem sempre pesquisar as patentes, definir os requisitos e especificações técnicas do projeto são suficientes para se iniciar um novo projeto. Muitas vezes precisamos ir atrás de um pouco mais de teoria e de ciência para conseguirmos um embasamento teórico melhor. Aí o negócio é  apelar para os universitários…

Publicações online

Uma maneira de se fazer isso, é realizar as pesquisas básicas no Google, Yahoo, Bing ou outro site de buscas de sua preferência. Os melhores resultados porém, você obtém pesquisando em ferramentas especializadas nos assuntos científicos e técnicos. Observe apenas que nem sempre o material encontrado é gratuito. Eu costumo utilizar os seguintes:

 

  • Aqui você pode pesquisar nas publicações do IEEE:

Xplore

  • Nesse site você encontra webinários, cursos, treinamentos, white papersapplication notes, tutoriais e muitos outros recursos:

Electronics Industry News

  • Esse site é bem legal! Dá para acessar capítulos inteiros de livros e outras publicações:

ScienceDirect

  • Nesse, as informações são mais concentradas nas áreas de eletricidade:

Virtual Library - Electrical and Electronics Engineering

Apenas a título de comentário, nas pesquisas que realizei na internet, algumas vezes me deparei com as teses de mestrado ou doutorado de engenheiros portugueses. Vale a pena consultá-los. A qualidade da informação e a clareza com que eles expõem o assunto de que estão tratando são impressionantes.

 

Webcasts

Um recurso bastante interessante para se aprender um novo assunto ou atualizar os seus conhecimentos são os webcasts. São palestras ou seminários de curta duração, em média de 1 hora, onde é abordado um determinado tema e apresentado um panorama sobre esse tema. Esses seminários online, em geral são transmitidos ao vivo e você pode participar formulando suas perguntas ao palestrante após a apresentação. Os webcasts são arquivados e ficam disponíveis para consulta por um longo período. Algumas fontes de webcasts:

  • TOL- TechonlineNesse site você encontra webinários, cursos, treinamentos, white papersapplication notes, tutoriais e muitos outros recursos

Electronics Industry News

 

Continuing Education Center

  •  Outras fontes de informação para webinários, cursos e treinamentos:
    • Fabricantes de produtos: Altera, Xilinx, Atmel, Microchip, Texas Instruments, etc;
    • Fabricantes de equipamentos: Rohde & Schwarz, Agilent, Anritsu, National Instruments, etc;
    • Revistas técnicas: Control Engineering, Eletronic Design, Microwaves & RF, etc.

 

Cursos universitários online

Expandindo o conceito de educação de nível superior,  muitas universidades oferecem cursos formais à distância. Podem ser boas alternativas para complementar sua formação, quando houver necessidade. Nas sugestões abaixo serão destacados apenas as fontes de conhecimento onde é possível realizar treinamentos gratuitos e de qualidade.

  • Veduca – Cursos online gratuitos de nível universitário com aulas das universidades de Harvard, Michigan, USP, Unicamp, Unesp, entre outras.

Veduca-usp

  • Coursera – O Coursera é uma plataforma de ensino que realiza parcerias com as melhores universidades e instituições de ensino em todo o mundo, para oferecer cursos online e gratuitos a todos.

Coursera

 MIT OpenCourseWare, Massachusetts Institute of Technology

  • edX–  O MIT e a Universidade de Harvard fundaram em parceria o edX , que oferece diversos cursos gratuitos online. Atualmente o edX conta com pelo menos mais 32 universidades parceiras do mundo todo. É imperdível!

 edX

 SEE

 webcast.berkeley

Open Yale Courses

Resumindo, com tantas fontes de educação de qualidade gratuitas à nossa disposição, só não se atualiza profissionalmente quem não quer, não é mesmo? Se você conhece outras fontes para educação universitária gratuita, por favor compartilhe conosco.

Projetos de desenvolvimento – Antes de começar

Confira os demais artigos dessa série sobre como iniciar um projeto de desenvolvimento:

  • Pesquise Patentes! – A vantagem de se pesquisar os sistemas de patentes para adquirir conhecimento nos assuntos específicos e de conhecer as soluções dadas pelos concorrentes;
  • Consulte as Normas Técnicas! – Os cuidados que se deve ter na elaboração de um novo projeto, se acaso houver a exigência de serem  atendidos requisitos de normas técnicas específicas.

 

 

Licença Creative Commons
Esta obra, “Estude mais um pouco!“, de Henrique Frank W. Puhlmann, foi licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada. É a quarta parte de uma sequência de quatro obras da série Projetos de Desenvolvimento – Antes de começar.

Caro(a)  Colega,

Consulte as Normas Técnicas!  é o terceiro artigo, de quatro no total, da série Projetos de Desenvolvimento – Antes de começar. No final deste artigo, você encontrará os links para os demais artigos dessa série.

Boa Leitura! Abraço,

Henrique

consulte sempre um engenheiro eletrônico

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Introdução

Quando se inicia um novo projeto, é necessário que se tenha muito bem definido o local físico onde o equipamento irá operar ou o tipo de aplicação para a qual esse equipamento será projetado. Dependendo do caso poderá ser obrigatório o atendimento a requisitos definidos em normas técnicas específicas para essa aplicação. Nesse artigo falaremos um pouco sobre esse assunto. É sempre recomendável que, mesmo que não haja essa obrigatoriedade, o projetista tenha um conhecimento de especificações técnicas de caráter mais geral, para que os projetos dos seus equipamentos se tornem mais confiáveis e de melhor qualidade. É o que se conhece por boas práticas de projeto. Uma maneira de se adquirir esse conhecimento é a consulta às diversas normas técnicas que abordam circuitos elétricos, circuitos impressos, etc.

Porque devemos utilizar normas técnicas?

As normas técnicas têm algumas funções importantes. Uma delas é a de estabelecer critérios e especificações técnicas que garantam a segurança das pessoas que estarão em contato com o equipamento, do ambiente ao seu redor e do próprio equipamento em si. Outra função é a de garantir a qualidade e confiabilidade do equipamento.

A exigência de conformidade com normas técnicas, para quem compra equipamentos, é uma garantia de interoperabilidade desses equipamentos.

O motivo mais forte para você observar no seu projeto o atendimento a especificações de normas técnicas obrigatórias, é que se você não o fizer, você pode perder todo o seu projeto e o tempo investido nele. É o caso dos equipamentos que necessitam de certificação. Se esses equipamentos não a tiverem, não poderão ser comercializados em hipótese alguma e dificilmente poderão ser exportados. Na melhor das hipóteses será necessário realizar diversas correções posteriores nele. Numa pior hipótese, se acaso o equipamento depois de instalado causar danos a pessoas ou instalações por conta disso, o prejuízo para todos os envolvidos é enorme.

Exemplos

Suponhamos hipoteticamente que o seu projeto é um equipamento para utilização na área médica. Para essa aplicação, os equipamentos têm que atender obrigatoriamente às normas NBR IEC 60601, que colocam requisitos que garantem a segurança principalmente do paciente. Você pode pesquisar essas normas técnicas no catálogo da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) ou no webstore da IEC (International Electrotechnical Commission):

ABNT_60601

  • webstore da IEC (“clicke” na figura abaixo para abrir a pesquisa completa)

IEC_60601

Um outro exemplo é o caso em que o equipamento será instalado em locais onde há risco de explosão ou incêndio, como por exemplo uma planta petroquímica, ou um posto de combustíveis. Nesse caso, os equipamentos devem atender às normas de segurança para áreas classificadas (Equipamentos que operam em atmosferas explosivas). As normas técnicas específicas para esses casos são as NBR IEC 60079.

Para pesquisar essas normas técnicas:

Onde conseguir essas normas?

As normas técnicas brasileiras estão disponíveis para compra na ABNT. A ABNT também vende diversas normas internacionais. Outras normas poderão ser adquiridas diretamente nas organizações de normas ou através de revendedores.

Para quem é projetista autônomo ou freelancer, comprar normas técnicas acaba sendo um bocado oneroso. A título de referência,  o preço médio de uma norma técnica gira em torno de R$ 1.000,00 e raramente é necessário comprar apenas uma. Deve-se ter o cuidado de incluir esse custo quando for realizado o orçamento do projeto. Num caso de emergência, é possível encontrar drafts de algumas normas na Internet.

Resumindo, é necessário estar sempre atento quanto à necessidade do seu projeto estar em conformidade com determinadas normas técnicas. Esse fato pode impactar em muito no custo e no sucesso do seu projeto.

Projetos de desenvolvimento – Antes de começar

  • O que o Cliente quer? – A arte de extrair do cliente o que ele realmente quer e necessita;
  • Pesquise Patentes! – A vantagem de se pesquisar os sistemas de patentes para adquirir conhecimento nos assuntos específicos e de conhecer as soluções dadas pelos concorrentes;
  • Estude mais um pouco! – Outras fontes para se adquirir o conhecimento necessário e extrair as informações que são necessárias para o desenvolvimento do seu projeto.

Licença Creative Commons
Esta obra, “Consulte as Normas Técnicas!“, de Henrique Frank W. Puhlmann, foi licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada. É a terceira parte de uma sequência de quatro obras da série Projetos de Desenvolvimento – Antes de começar.

Caro Colega,

Pesquise Patentes!  é o segundo artigo, de quatro no total, da série Projetos de Desenvolvimento – Antes de começar. No final deste artigo, você encontrará os links para os demais artigos dessa série.

Boa Leitura! Abraço,

 

Henrique

consulte sempre um engenheiro eletrônico

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Introdução

Na primeira parte dessa série, O que o Cliente quer? foi apresentada a arte de extrair do cliente o que ele realmente quer e necessita. Nessa segunda parte, serão abordados outros aspectos que devem ser considerados para te ajudar a especificar o seu projeto. De uma forma resumida, é necessário que seja realizada uma pesquisa sobre projetos semelhantes para que se possa conhecer as soluções já desenvolvidas por terceiros.

Uma pesquisa bastante direta e que dá os melhores resultados de natureza prática sobre projetos semelhantes ao seu, é a pesquisa de patentes. Essa pesquisa pode ser realizada de várias maneiras, por meio de palavras-chave, ou pelo nome do fabricante, se acaso você souber quem produz produtos semelhantes aos que você pretende projetar ou pelo nome dos inventores. Os lugares para realizar essas pesquisas são os escritórios de patente dos diversos países. Eu recomendo os seguintes:

  • EPO – European Patent Office – esse é o escritório europeu. Nele você encontra patentes reunidas de muitos países, inclusive do Brasil e dos EUA. E você consulta nesse link. As patentes podem ser lidas em PDF.
  • USPTO – United States Patent and Trademark Office – No escritório americano, você pesquisa apenas as patentes americanas. Um inconveniente é que as patentes podem ser acessadas na forma de texto apenas ou de imagens no formato TIFF. Pode ser necessária a  instalação de um aplicativo do tipo AlternaTiff para lê-las. As buscas podem ser realizadas no seguinte link.

O que buscar nas patentes?

É necessário que você observe dentro do texto de cada patente o que o inventor está protegendo de fato, pois uma boa parte desse texto é apenas uma descrição do estado da arte do invento entre outros detalhes. O que está sendo realmente protegido numa patente é só o que está descrito nas reivindicações (claims). Outro aspecto importante na leitura das patentes é a possibilidade de conhecer as diversas soluções projetadas para uma determinada tecnologia. Em geral as soluções descritas na patente são bem detalhadas.

Porque é importante você conhecer essas patentes?

O que está protegido nas patentes pode impactar no seu futuro projeto das seguintes formas:

  • Você não pode usar no seu projeto ou produto o todo ou partes do que foi protegido por uma patente, no país onde essa patente foi depositada, concedida e no prazo de vigência. Essas condições são importantes e necessárias. Isso também quer dizer que, se a patente não foi concedida, for de domínio público ou não foi depositada nos países onde você pretende comercializar o produto resultante de seu projeto, você está livre para utilizar esse conhecimento da patente e até copiá-lo, se você quiser.
  • No caso da patente estar depositada ou em vigência nos países onde você pretende comercializar seu produto, você deve observar o que foi protegido e desenvolver uma solução alternativa, nova ou de domínio público, porque senão você corre o risco de ser processado pela concorrência e ainda ter que tirar o seu produto do mercado. Às vezes é interessante fazer algum acordo de licença de uso de uma patente com o dono da tecnologia. É sempre uma questão de se avaliar a relação custo/ benefício do seu negócio.

Exemplo de uso desse recurso de busca

No artigo técnico “Sensores Magnetostrictivos – Aspectos construtivos e de eletrônica embarcada” foi utilizado o recurso de pesquisa de patentes para se estudar os aspectos mecânicos e construtivos de um sensor desse tipo bem como as soluções de eletrônica desenvolvidas por alguns fabricantes. Esse exemplo foi utilizado num caso real e ajudou a definir diversas especificações do projeto que veio a ser desenvolvido.

No artigo técnico publicado no site Embarcados,  “Uso de busca de patentes como apoio à revisão bibliográfica, também é apresentada a importância da patente como fonte de informação tanto para a realização de projetos como para  embasar decisões gerencias com relação à tecnologia.

Resumindo, as patentes são fontes valiosas de informação. Recomendo o acesso aos links acima e “dar uma voltinha” nos sites, fazendo buscas, analisando os resultados etc. Tenho certeza de que você vai gostar e constatar a importância desse recurso.

E-BOOKs grátis

Se você quiser se aprofundar um pouco mais nos conceitos de propriedade intelectual, patentes, marcas, proteção de tecnologias etc., recomendo baixar os E-BOOKs grátis destacados abaixo:

Noções gerais sobre proteção de tecnologia e produtos” – versão Inventor – Coordenação técnica  de Angela C. A. Puhlmann e textos de Cláudio Fuentes Moreira.  – O enfoque dessa publicação para o inventor é em patentes, detalhando bastante essa matéria, sem deixar de abordar as demais, tais como marcas, diretos autorais etc.

Noções Gerais sobre a Proteção de Tecnologias e Produtos - Versão Inventor

Noções gerais sobre proteção de tecnologia e produtos” – versão Empresário – Coordenação técnica  de Angela C. A. Puhlmann e textos de Cláudio Fuentes Moreira.  – O enfoque dessa publicação para o empresário é em marcas.

Noções Gerais sobre a Proteção de Tecnologias e Produtos - Versão Inventor

 

Projetos de desenvolvimento – Antes de começar

Confira os demais artigos dessa série sobre como iniciar um projeto de desenvolvimento:

  • Consulte Normas Técnicas! – Os cuidados que se deve ter na elaboração de um novo projeto, se acaso houver a exigência de serem  atendidos requisitos de normas técnicas específicas;
  • Estude mais um pouco! – Outras fontes para se adquirir o conhecimento necessário e extrair as informações que são necessárias para o desenvolvimento do seu projeto;

 

Licença Creative Commons

Esta obra, “Pesquise Patentes!“, de Henrique Frank W. Puhlmann, foi licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada. É a segunda parte de uma sequência de quatro obras da série Projetos de Desenvolvimento – Antes de começar.

Caro(a)  Colega,

O que o Cliente quer?  é o primeiro artigo, de quatro no total, da série Projetos de Desenvolvimento – Antes de começar. No final deste artigo, você encontrará os links para os demais artigos dessa série.

Boa Leitura! Abraço,

Henrique

consulte sempre um engenheiro eletrônico

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ID-10036921 (1)

Introdução

Todo começo é difícil e cheio de obstáculos. Com projetos novos isso não é diferente! Entender o que seu cliente realmente quer que você realize, é uma das tarefas mais difíceis e delicadas. Acredite: vocês não falam a mesma linguagem! Tem um quadrinho clássico que ilustra isso de forma divertida e bem humorada, mostrando o que cada membro de uma equipe hipotética de projeto entendeu do que foi pedido pelo cliente. É o quadrinho do balanço…

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fonte: The Project Cartoon.

Vou expor aqui uma abordagem que frequentemente uso para tentar extrair o desejo do nosso cliente e chegar a um consenso do que ele realmente quer e precisa que seja feito.

A primeira ação é realizar uma entrevista minuciosa com o cliente para melhor entendimento do projeto, questionando pontos que se mostram relevantes, pedir esclarecimentos, verificar se há concorrência com projetos semelhantes e anotar os pontos principais das especificações desejadas. Todos os detalhes são importantes, mesmo os que nós técnicos rotulamos como perfumaria, como por exemplo, pontos estéticos e de design ou então particularidades de uso.

Coisas a se considerar e refletir a respeito durante a entrevista, que normalmente o cliente nem tem noção da necessidade, ou então acredita que sejam óbvias ou implícitas e por isso nem as menciona:

  • Como configurar, personalizar e calibrar o projeto;
  • Há a necessidade de conectar o projeto com outros equipamentos? Como? (Wi-fi, Ethernet, USB, RS-232, RS-485, etc.);
  • De que maneira o projeto interage com um operador ou técnico de manutenção? (Display, botões, teclado, conexões externas, LEDs, etc.);
  • Que sistema operacional usar? (Windows, Linux, sistema próprio, nenhum);
  • Outras questões que possam se mostrar relevantes  no contexto do projeto.

A partir dessa entrevista, deve-se elaborar um documento formal contendo a especificação detalhada do projeto, o registro das informações adicionais colhidas, todas as suas ideias e principalmente uma especificação funcional completa, na forma de proposta, detalhando ao máximo as funções e sequências de operação, de calibração, etc. Nesse documento ficará registrado o seu entendimento profissional, baseado na sua experiência, de como as especificações deverão ser viabilizadas e qual a melhor solução para o projeto do ponto de vista técnico-econômico.

A seguir deve-se submeter esse documento formal ao cliente para que ele possa analisar, criticar, formular sugestões e levantar dúvidas com relação aos detalhes. O cliente em geral tem a experiência do negócio dele, conhece o ambiente onde o projeto vai operar e o comportamento das pessoas que vão interagir com o projeto. Ele pode enxergar falhas e inconsistências ou sugerir alterações importantes.

Após a revisão do cliente, deve-se gerar um documento “final”, que servirá de guia tanto para você sobre o que deverá ser realizado de fato e entregue para o cliente, quanto para o cliente  sobre o que deve e pode ser cobrado de você. É um tipo de contrato. Essas especificações poderão ser revisadas, sempre que necessário e de comum acordo com o cliente. Elas porém definem com “exatidão” o projeto,  deverão portanto ser preservadas e respeitadas na medida do possível.

A vantagem dessa abordagem é que aumenta-se muito as chances de acerto no resultado do projeto, e reduz-se muito o tempo desperdiçado com situações constrangedoras e revisões dispendiosas no final. Vale a pena investir algum tempo nessa parte inicial de um novo projeto.

Tenho usado essa abordagem para todo tipo de cliente, mesmo que o cliente seja eu mesmo, com algumas adaptações. Você tem outra experiência? Trabalha de outra forma? Compartilhe aqui a sua!

Projetos de desenvolvimento – Antes de começar

Confira os demais artigos dessa série sobre como iniciar um projeto de desenvolvimento:

  • Pesquise Patentes! – A vantagem de se pesquisar os sistemas de patentes para adquirir conhecimento nos assuntos específicos e de conhecer as soluções dadas pelos concorrentes;
  • Consulte as Normas Técnicas! – Os cuidados que se deve ter na elaboração de um novo projeto, se acaso houver a exigência de serem  atendidos requisitos de normas técnicas específicas;
  • Estude mais um pouco! – Outras fontes para se adquirir o conhecimento necessário e extrair as informações que são necessárias para o desenvolvimento do seu projeto.

 

Licença Creative Commons
Esta obra, “O que o Cliente quer?“, de Henrique Frank W. Puhlmann, foi licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada. É a primeira parte de uma sequência de quatro obras da série Projetos de Desenvolvimento – Antes de começar.